quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A VIDA INFINITA

Ficamos encantados quando vemos nossos filhos fazendo aquilo que fizemos, falando coisas que dissemos e nos repetindo. Parece que estamos revivendo nossas experiências através deles. Nossos pais e avós deviam sentir o mesmo porque quase tudo que fazemos ou dizemos tem um pouco do que aprendemos com eles. 

Nossos mestres então ficariam maravilhados ao nos ver repetir as mesmas expressões que eles tanto tentaram nos fazer compreender, como se tivéssemos nos apropriado delas. 

Quantos ditados, historias, anedotas e provérbios. Quantas lições e ensinamos passamos adiante como se as tivéssemos inventado, e já nem nos lembramos mais de onde vieram.

Mas na verdade eles também aprenderam com seus ancestrais e nos repassaram, acrescentando algo de sua própria experiência, exatamente como fazemos hoje com nossos filhos, amigos, alunos e todos os demais com os quais nos relacionamos.

Nossas verdades não nos pertencem, pois herdamos da cadeia de relacionamento que nos precederam. Pensando melhor, temos sim algum direito a reivindicar, porque aderimos e acrescentamos algo nosso antes de passar o bastão adiante.

Então podemos refletir que a vida é uma cadeia de relacionamentos hierárquicos e Inter penetrantes oriunda da mente infinita que doa a vida às suas criaturas, emanando as inspirações primarias que se propagam em estímulos em uma espécie de cadeia descendente, gerando oportunidade e inspiração para que cada ser acrescente a ela sua própria experiência. 

Os Seres que estão mais próximos do cume recebem essa essência mais pura decodificando-a na diversidade de seres em raios hierárquicos fazendo assim a energia descender e se multiplicar.

Vivemos a nossa vida particular, mas ao mesmo tempo somos veículos da grande corrente hierárquica das muitas vidas que fazem parte de nossa cadeia. 

Abaixo de nós estarão aqueles a quem cativamos e acima de nós aqueles que cuidam pessoalmente para o sucesso e alegria de nossa vida, para assegurar que a grande corrente seja abundante e infinita.

Espiritualidade é despertar a consciente desta cadeia, abandonando a ideia ridícula de que alguém neste mundo pode viver isolado, e então propagar as boas inspirações colaborando ativamente na grande corrente do Bem.


domingo, 12 de fevereiro de 2017

A MENSAGEM E O MENSAGEIRO

Queridos colegas mestres da Numerologia da Alma, há momentos em que o mestre se obriga a romper o silêncio, para enfatizar as verdades ocultas.
Somos mensageiros, transportamos conhecimentos e ensinamentos, e dirigimos nossas palavras a quem busca desvelar segredos e mistérios. 
Como já repeti por inúmeras vezes, e não custa voltar a mencionar, os segredos são para ser guardados, mas os mistérios, para serem revelados. 
Os nossos Mestres nos acompanham, projetando suas visões mentais. Eles nos veem, nos ouvem e sabem o que pensamos e sentimos. 
São eles que nos encaminham seus discípulos, que buscam ajuda ou precisam de orientação. Logo, quem chega a nós, desejoso de adquirir conhecimento, não veio ao acaso, mas por sugestão do Mestre.
O nosso trabalho é retirar esses seres da cegueira espiritual, e devolver-lhes a visão que jamais deviam ter perdido, por conta das ambições pelas ilusões do plano físico. 
A função do mestre é muito penosa, por ter de participar de cada etapa do aprendiz, que, no início, se debate para se libertar das amarras que o prendem à matéria. Ele sofre com o aprendiz, e lamenta o tempo perdido por esses seres ansiosos por descobrir os mistérios, mas que não são capazes de perseverar.
Há uma frase antiga, de um grande escritor e pensador brasileiro, Rui Barbosa, que diz: 
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.” 

Quem, no exercício do seu mestrado, ao contemplar o mundo atual, não se manifestaria com tais palavras, caso  tivesse a sabedoria do "grande Rui"! E dizer que este sentimento foi expresso há cerca de 100 anos, quando os acontecimentos eram bem diversos dos atuais.

Não precisamos recuar tanto no tempo, para perceber em que dilema nos metemos, diante da tamanha facilidade de promover essas mesmas nulidade de que falou Rui Barbosa. Recentemente, o escritor e pensador Umberto Eco, pouco antes de sua morte, ao receber o título de doutor honoris causa, na Universidade de Turim, afirmou que, as redes sociais dão o direito à palavra a uma "legião de imbecis" que antes falavam apenas "em um bar e depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a coletividade". 

Segundo Umberto Eco, a TV já havia colocado o "idiota da aldeia" em um patamar no qual ele se sentia superior. "O drama da Internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade", acrescentou.

A humanidade atingiu um tamanho grau de insensatez que, a verdade inventada pela mente de "qualquer imbecil", logo se transforma numa verdade inquestionável, adotada por outros tantos e muitos imbecis, que não sabem do que estão falando.

A cultura está sendo massacrada pela tolice e pela ignorância, promovidas pelos meios de comunicação e divulgadas por esse instrumento de poder dos idiotas, conhecido por Facebook. A tola mentira se transforma numa inquestionável verdade, ao ser promovida pela Rede, termo que define essa interação mundial de pensamentos populares.

O mau uso da ciência e da tecnologia é uma ameaça constante ao futuro da humanidade, seja pelo uso do conhecimento em artefatos de guerra, perigosos à sobrevivência física da humanidade, seja pelo emprego em forma de invencionices absurdas e mentirosas que fragilizam e atoleimam a mente humana. 

O momento por que passa a vida na Terra é muito sensível e delicada. Muitos se ocupam de monitorar os cometas que passam raspando a superfície do planeta ou os OVNI que singram os nossos céus, cada vez com maior sem cerimônia. Aos mestres espirituais cabe a vigilância com o que pensam as criaturas, e de que forma esses pensamentos distorcem ou desviam os caminhos que conduzem o planeta à sua evolução cósmica. 

Quando nos pomos a alertar sobre os cuidados com a irresponsabilidade espiritual, que ameaça o futuro da humanidade, ainda que igrejas e templos estejam cheios de devotos e crentes, a maioria desdenha dos vaticínios que pregam o extermínio do processo evolutivo da Terra. 

Acontece que o perigo que a humanidade enfrenta não é a morte física, resultante de contaminação nuclear ou ingestão de alimentos envenenados por adubos e agrotóxicos, ou até mesmo por guerras sem fim, mas a morte espiritual. Esta é a que se consuma com a desistência dos Mestres de continuar tentando despertar essas almas adormecidas, que insistem em sonhar com riquezas e fantasias, que servem para disfarces e festas, e não para a expansão da consciência de nossas almas. 

O papel dos mestres, no entanto, é jamais desistir, seguir adiante, despertando um a um, aqueles que estão desiludidos por somente sonhar e não obter resultados. O exemplo dos mestres vale mais que mil palavras. As palavras são as mensagens dos Mestres, e que cada mestre carrega, como mensageiro que é, a serviço do seu Mestre.

A vaidade é um perigo, a ser afastado do caminho. Quando surge um elogio, ele precisa ser direcionado para a mensagem, jamais para o mensageiro. E, se formos capazes de mais do que, simplesmente, entregar a mensagem, ajudar o destinatário a decifrar a mensagem, melhor ainda. 

Somos tomos mensageiros, apenas mensageiros. Se recebermos elogios, que saibamos aceitá-los por nossa condição de condutores das mensagens, e não por sermos autores das mensagens. Não somos a mensagem e nem autores da mensagem, mas simples e humildes mensageiros. 

Assim, e só assim, podemos almejar por um futuro mais promissor para a humanidade. Entregando mensagens e conduzindo os seus conhecimentos até os que se dispõem a aceitá-las. Sem cansaço, sem impaciência e sem acusações, caminhemos em nossa eterna e gratificante missão de mestres e discípulos dos nossos Mestres Espirituais.